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Música
9 a 13 abr 2025
São Luiz Teatro Municipal
Rua António Maria Cardoso, 38, 1200-027 Lisboa

Il trionfo del tempo e del disinganno

Oratória em que as personagens Prazer, Tempo e Desilusão assumem forma humana para disputar a alma de Beleza.

breves palavras

Cristina Fernandes, musicóloga, profere breves palavras, 1 hora antes de cada récita de Il trionfo del Tempo e del Disinganno, na sala Bernardo Sassetti. O compositor, a música, a ópera e o seu contexto de criação são possíveis vertentes de análise e conversa com o público. Conheça melhor a música de Georg Friedrich Händel e, em particular, Il trionfo del Tempo e del Disinganno. Participe e usufrua de um enquadramento que lhe faculta elementos essenciais para inteligir Il trionfo del Tempo e del Disinganno.

Oratória em que as personagens Prazer, Tempo e Desilusão assumem forma humana para disputar a alma de Beleza.

Oratória sobre um tema universal, Il trionfo del tempo e del disinganno é uma obra que ecoa em cada um de nós.

Georg Friedrich Händel (1685-1759) chegou a Roma em 1707, decidido a mergulhar no mundo da música e da ópera em particular. Trazendo atrás de si uma aura de grande organista, depressa encontrou o seu lugar no seio da elite romana. Havia apenas um senão: pouco antes da sua chegada, o Papa tinha proibido, apenas na cidade de Roma, a apresentação pública de óperas.

O Cardeal Benedetto Pamphili era um homem de cultura e de letras e, no seu sumptuoso palácio, tocavam os melhores músicos da época. Autor de inúmeros textos destinados à música, encomendou a Händel uma oratória com libreto da sua autoria, intitulada La Bellezza ravveduta nel trionfo del Tempo e del Disinganno.

Händel estava impedido de escrever uma ópera, mas não de usar os seus recursos formais. Em Il trionfo, aos cantores, sobretudo às personagens Beleza e Prazer, é exigida uma técnica vocal superlativa, e toda a obra está carregada de expressividade. Aliás, não podendo contar com expedientes cénicos, Händel teve de explorar todo o potencial de eloquência musical para caracterizar as diferentes personagens.

Para além das referidas, acrescem o Tempo e o Desengano, perfazendo um lado, enquanto que, do outro se encontra o Prazer. A Beleza é a personagem que mais se desenvolve, oscilando entre os argumentos apresentados. Mas o título é auto-explicativo: o Tempo e o Desengano triunfam.

Em 1711, quatro anos depois da composição de Il trionfo, Händel usou a mesma melodia da ária Lascia la spina, cogli la rosa na sua ópera Rinaldo, eternizando-a sob o título Lascia ch’io pianga.

Georg Friedrich HändelIl trionfo del tempo e del disinganno / O triunfo do tempo e do desengano (1737) (La Bellezza ravveduta nel trionfo del Tempo e del Disinganno) HWV 46a

Oratória em duas partes de Benedetto Pamphili.

Direção musical Michael Hofstetter Encenação Jacopo Spirei Cenografia e figurinos Anna Bonomelli Desenho de luz D. M. Wood com Orquestra Sinfónica Portuguesa Solistas: Beleza Eduarda Melo Prazer Ana Vieira Leite Desengano Cátia Moreso Tempo Marco Alves dos Santos Produção Festival Internacional de Buxton Coapresentação Teatro Nacional de São Carlos e São Luiz Teatro Municipal

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