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Encontros
13 fev a 13 mar 2025
Casa do Comum do Bairro Alto
R. da Rosa, 285, 1200-408 Lisboa

Empregos Modernos / Libertar o trabalho, libertarmo-nos do trabalho / Conversas na Casa do Comum

Em 2025, o teatro meia volta inicia um novo projeto – Empregos Modernos -, que pretende problematizar o conceito de trabalho e as formas contemporâneas que assume.

Para o arranque do projeto, convidámos José Soeiro, sociólogo do trabalho e político, para estruturar e moderar um conjunto de três conversas com diferentes entradas no tema.

Programação e Moderação das conversas: José Soeiro (IS-UP)
Relatora: Joana Marques (CIES-ISCTE)
Organização: teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser
Parceria: Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, Casa do Comum

13 de fevereiro, 18h30
Aceleração social, inteligência artificial e futuro do trabalho

Vivemos num tempo de “aceleração social” e de transformações profundas no trabalho. Há novas profissões ligadas à gestão de plataformas e de dados e outras ameaçadas de desaparecimento e de substituição pela inteligência artificial. A cultura de conectividade digital permanente prolonga o tempo de trabalho, cria novos regimes de atenção e dilui as fronteiras entre os tempos de trabalho e os tempos da vida. As plataformas digitais e a gestão algorítmica das atividades tornam mais opacas as relações de poder. Que impactos trazem estas transformações ao mundo do trabalho, aos tempos e formas de organizar quem trabalha?

Nuno Boavida – Observatório de Avaliação de Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa;
Teresa Coelho Moreira – Co-coordenadora do Livro Verde sobre o Futuro do Trabalho; professora de direito do trabalho da Universidade do Minho;
Marcel Borges – Estafetas em Luta/ Associação dos Imigrantes Trabalhadores por Aplicativo.

26 de fevereiro, 18h30
Precários, migrantes e essenciais: lutas laborais e interseccionalidade

Muitas das funções essenciais para o funcionamento e a manutenção da sociedade – das limpezas aos cuidados, dos transportes à recolha de lixo, da restauração à construção – contam-se entre as mais desvalorizadas. Há uma imbricação entre a exploração do trabalho, a sua divisão sexual e a racialização, com padrões de colonialidade que se reproduzem na sociedade portuguesa, também neste campo. Como pensar a emancipação do trabalho tendo em conta a profunda intersecção entre desigualdades que o atravessam?

Anabela Rodrigues – Solidariedade Imigrante; Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa; ativista pelos direitos das trabalhadoras domésticas;
Vivalda Silva – Membro do STAD – Sindicato dos Trabalhadores das Atividades Diversas; dirigente sindical da área da limpeza;
Nuno Dias – Sociólogo e investigador auxiliar do CICS.NOVA; especialista em migrações, género e segmentação do mercado de trabalho.

13 de março, 18h30
Há vida para além do trabalho

A luta pela redução da jornada de trabalho está na origem do movimento operário e das primeiras leis sociais. Desde o final do século XIX que se luta pelas 8 horas, num dia tripartido: 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir, 8 horas para viver para além do trabalho. Há hoje velhas e novas lutas pelo tempo de trabalho e pelo direito a viver de outros modos, seja no debate mais clássico sobre a redução do tempo de trabalho, seja na agenda da semana de 4 dias, no debate sobre o rendimento garantido e sobre modos cooperativos de organizar a produção e a distribuição de bens e mercadorias.

Rita Fontinha – Co-coordenadora do projeto piloto da semana de 4 dias em Portugal, professora na Universidade de Reading;
Graça Rojão – Diretora executiva da cooperativa CooLabora;
Renato Carmo – Diretor do Observatório das Desigualdades; sociólogo.