Recontar a precipitação desenfreada dos tempos da revolta em ambos os lados da barricada: revolta de uns pela autodeterminação que não vem e revolta de outros pela guerra que não se vai, revoltas siamesas alimentadas a bombas e propaganda, a massacres desumanos e esquecimentos coletivos. Recontar os eventos que se sobrepõem em Lisboa, onde se promete uma primavera marcelista que nunca quis florir e se viu assim ultrapassada por chaimites e cravos e canções e uma madrugada que ainda hoje se vai celebrando, mas que nos seus silêncios abandonou, talvez, no meio do mato, um capitão negro, de G3 na mão, sem pátria que se distinga, agora que de uma se fizeram muitas. Terá ele perdido ou ganho a guerra? Esta é uma história, uma tragédia, portuguesa, moçambicana, europeia, africana que é mais do que urgente recontar.
Espetáculo abrangido pelo Passe Cultura – disponível apenas na bilheteira do Teatro São Luiz.
ACESSIBILIDADE: Língua Gestual Portuguesa e Audiodescrição, 27 de abril, domingo, às 17h30
Ficha Técnica
Texto Pedro Galiza Encenação João Cardoso Cenografia e Figurinos Sissa Afonso Desenho de Luz Nuno Meira Montagem e operação de luz Bernardo Santo Tirso Desenho de Som Francisco Leal Assistência de Encenação Pedro Galiza Produção Executiva Inês Simões Pereira Interpretação Daniel Silva, Daniel Martinho, Catarina Gomes, Inês Afonso Cardoso, Maria Inês Peixoto, Pedro Galiza, Pedro Mendonça, Pedro Quiroga Cardoso, Susana Madeira, João Cardoso, Gracinda Nave Coprodução Assédio, Casa das Artes de Famalicão e São Luiz Teatro Municipal